Breve Resumo do que é APLV
Aqui no meu tetê, compartilhamos experiências reais e sugestões práticas para cuidar do seu bebê com alergia à proteína do leite de vaca.
5/8/20242 min read
PLV: Alergia à Proteína do Leite de Vaca Um guia rápido, claro e acolhedor para mães
A APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca) é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite de vaca (como caseína e proteínas do soro).
É a alergia alimentar mais comum em bebês e crianças pequenas, e a boa notícia é que a maioria supera o problema com o tempo.
Sinais clínicos (o que observar)
Os sintomas variam e podem aparecer minutos após o contato (forma mediada por IgE) ou horas/dias depois (forma não mediada por IgE). Os mais frequentes são:
Digestivos (os mais comuns):
Cólicas intensas e choro excessivo
Vômito ou refluxo
Diarreia ou fezes amolecidas
Sangue ou muco nas fezes
Constipação
Recusa alimentar ou dificuldade de ganho de peso
Na pele:
Urticária (placas vermelhas que coçam)
Vermelhidão, coceira ou dermatite atópica (pele seca e irritada)
Inchaço (lábios, pálpebras)
Respiratórios (menos frequentes):
Coriza, tosse ou chiado no peito
Em casos raros e mais graves, pode ocorrer reação mais intensa (anafilaxia). Se notar sangue nas fezes, inchaço ou dificuldade respiratória, procure atendimento médico logo.
Epidemiologia (o quanto é comum)
A APLV afeta cerca de 2% a 3% das crianças no primeiro ano de vida (alguns estudos brasileiros apontam valores próximos a isso ou um pouco mais altos em suspeitas clínicas). É mais frequente em lactentes e diminui com a idade. Pode ocorrer tanto em bebês que tomam fórmula quanto em amamentados exclusivamente (quando a mãe consome leite e derivados).
Tratamento
O tratamento principal é a exclusão completa do leite de vaca e de todos os derivados da dieta (incluindo produtos “que usam tais ingredientes tais como bolos, biscoitos e alguns processados).
Se o bebê mama no peito: a mãe costuma precisar retirar leite e derivados da própria alimentação (com orientação médica e, muitas vezes, suplementação de cálcio e vitamina D).
Se usa fórmula: o pediatra indica fórmulas especiais (extensamente hidrolisadas ou, em casos mais graves, à base de aminoácidos).
O acompanhamento com pediatra (e, se necessário, alergista, gastropediatra ou nutricionista) é essencial para garantir o crescimento adequado e a nutrição correta. Nunca faça mudanças na dieta sem orientação profissional.
Prognóstico (a evolução)
A maioria das crianças desenvolve tolerância espontânea:
Cerca de 50% até 1 ano de idade
75% até os 3 anos
Quase 90% até os 5–6 anos
As formas não mediadas por IgE tendem a resolver mais rápido. O médico orientará o momento certo de testar a reintrodução do leite de forma segura.
Mensagem carinhosa para você, mamãe Receber o diagnóstico de APLV pode assustar no início, mas você não está sozinha. Com o acompanhamento certo, a maioria dos bebês melhora e consegue ter uma alimentação normal. Cuide de você também — respirar, pedir ajuda, interagir com outras mamães APLV e seguir as orientações médicas já é um grande passo de amor.